te quero,
mas quero assim, exposto,
poesia obscena em carcaça
que rasga o que tem por baixo
e viola, puxando as vestes pro lado
te quero
com os músculos dos braços e pernas retesados,
suado e sem pensar
te quero bicho
te quero o oposto do sublime,
que na falta de delicadeza,
tem beleza a transbordar-se de ser
sutil
te quero puxão de cabelo e mordida,
te quero tapa,
te quero bruto,
te quero guerra
te quero instinto
de todo
em mim
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