como posse incauta
de um louco,
ela irrompe a noite
sem amar por fronteiras,
sem crer no contrato de senhores,
sem afago ou trago
e transpassou o limite do que sei ser real
(como se houvesse),
meio gigante de lata, meio besta fera
é hoje um medo,
um pouco de mim,
um pouco do mundo,
um pouco beijo na bochecha
escrito à caneta num papel amassado.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
A Era das Significações ou Lacrimogêneo
um tapa de flor,
uma metralhadora de risos,
um exército de amantes,
trincheira.
uma metralhadora de risos,
um exército de amantes,
trincheira.
Sobre travestir-se de si
anda, menina!
solta esse suspiro preso,
isso aí que tá encolhido,
socado no fundo...
isso que você esconde na barriga, doído.
pra quê guardar
esse choro que você não deixa passar da garganta?
solta esse suspiro preso,
isso aí que tá encolhido,
socado no fundo...
isso que você esconde na barriga, doído.
pra quê guardar
esse choro que você não deixa passar da garganta?
vai, guria!
que engolir a seco
não te faz mais forte,
só menos gente
não precisa disfarçar esse soco no estômago,
eu não quero ver ciranda com cara de tarja preta.
anda e desfaz esse beijo de olho molhado,
que ser macho não é isso.
que engolir a seco
não te faz mais forte,
só menos gente
não precisa disfarçar esse soco no estômago,
eu não quero ver ciranda com cara de tarja preta.
anda e desfaz esse beijo de olho molhado,
que ser macho não é isso.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
o meu que é só vontade
te quero,
mas quero assim, exposto,
poesia obscena em carcaça
que rasga o que tem por baixo
e viola, puxando as vestes pro lado
te quero
com os músculos dos braços e pernas retesados,
suado e sem pensar
te quero bicho
te quero o oposto do sublime,
que na falta de delicadeza,
tem beleza a transbordar-se de ser
sutil
te quero puxão de cabelo e mordida,
te quero tapa,
te quero bruto,
te quero guerra
te quero instinto
de todo
em mim
mas quero assim, exposto,
poesia obscena em carcaça
que rasga o que tem por baixo
e viola, puxando as vestes pro lado
te quero
com os músculos dos braços e pernas retesados,
suado e sem pensar
te quero bicho
te quero o oposto do sublime,
que na falta de delicadeza,
tem beleza a transbordar-se de ser
sutil
te quero puxão de cabelo e mordida,
te quero tapa,
te quero bruto,
te quero guerra
te quero instinto
de todo
em mim
Euforia x Agoraphobia
Essa sensação de ser certo,
mesmo sem saber
e sem importar muito
se de carne e espírito
se encontrou
ou se perdeu.
mesmo sem saber
e sem importar muito
se de carne e espírito
se encontrou
ou se perdeu.
domingo, 2 de junho de 2013
Torpor
E o que se sente
não é mais o que se é,
por já não querer sentir.
É de todo fraco,
por ter sede do que não basta,
sempre mais e mais pesado.
Está sempre faltando
algo a que deturpar
o sentido.
não é mais o que se é,
por já não querer sentir.
É de todo fraco,
por ter sede do que não basta,
sempre mais e mais pesado.
Está sempre faltando
algo a que deturpar
o sentido.
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