Rebeca,
Gostei muito da tua resposta! Quase dei um pulo no coitado do carteiro, quando ele chegou aqui. Curti bastante sabre que você tá procurando fazer aquilo que te falei.
Cê sabe que tinha até me esquecido de como a tua letra é no papel? Parece um boca com letra de homem, ou de quem escreve apressado. Em geral, as gurias têm mania de fazer tudo caprichado, com aquelas letrinhas redondas, desenhadas, mas você escreve sem frufru. Sei lá, bobeira minha isso de ficar reparando a caligrafia das pessoas.
Mudando de assunto... Quê que cê acha d'eu fotografar uma sala de aula cheia de gurias, só gurias e um professor lá na frente, tentando dar aula? Detalhe: todas as meninas com um rádio de pilha no ouvido. Bastava pegar metade da sala: umas 20, 15 já servem. (Tá passando Projeto Minerva, com uma análise dos hinos e marchas cívicas nacionais. Finalmente chegou ao Hino Nacional, seus autores, palavras, letra e música, ritmo - vibrante e bem marcado. "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas". Uma boa pegadinha, isso é que é.)
Nêga, cê sabe o que lembrei hoje? Daquela pequena zona que a gente fez, junto com a Rosana, lá na sorveteria. Quando cê voltar pro Rio, a gente podia fazer outra, maior ainda. Só pra rir, que é muito engraçado, só de molecagem.
Ah, Rebeca... olha só, já to eu aqui, bobo de novo. Assim, só pensando nas suas coisas que me dão saudades, no tamanho dessas saudades. Puta, Rebeca, um dia desses eu acabo explodindo.
Nega, deixa eu ir, que ainda tenho que sair pra trampar hoje. Queria poder ir na praia contigo e a Regina, pegar jacaré, com esse calor. Um sol lindo que tá fazendo, cê tinha que estar vendo.
Por favor, não deixa de responder.
Tchau, Rebeca.
Tchau, Rebeca.
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