favela acesa à noite
barracos cintilantes
casebres incandescentes
em que menino de pé descalço
e o chinelo velho
que arrasta no pé da mãe
fazem o som
cravejados no morro
cada luzinha, um zé
um Amarildo
que ganha esculacho de graça
porque o senhor não admite
que o preto saia da senzala
(embora não possa evitar o samba)
é carnaval no morro
e as luzes da favela
tocam pandeiro
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