Hoje, ao voltar pra casa, eu tentava avaliar se o Toplessaço teve saldo positivo ou não. Ainda não sanei meus questionamentos, na verdade.
Muito mais curiosos e fotógrafos do que manifestantes, a minha super exposição, a explicação que vou ter de repetir inúmeras vezes, a reprovação de muitos, dentre outros pontos desagradáveis, ainda me incomodam...
É óbvio que há ressalvas a serem feitas sobre o evento, mas como a Maria disse, não critico mulher alguma que tenha ficado com seu sutiã. Eu decidi tirá-lo, mas compreendo quem não pudesse - pela repercussão - ou se sentisse acuada.
Confesso que ao perceber o clima de circo - no pior sentido de espetáculo mesmo - que havia tomado a praia, hesitei. Porém, ao ver que algumas poucas mulheres levavam a causa adiante, me senti quase na obrigação de fazer o mesmo. Era uma questão de honra, mais do que de coragem. O meu peito não é obsceno, tenho de dizer. Esteja ele exposto em conjunto com outros tantos ou apenas com as poucas que tiveram fibra pra se despir.
Em um primeiro momento, me senti violentada. Não acho razoável andar com uma horda de mais de 100 pessoas ao meu redor, ávidas por qualquer registro de uma imagem minha. Não sou famosa, não fiz isso na tentativa de chamar a atenção por um motivo banal. E é aí que eu talvez tenha feito algo válido.
Sei que a apropriação midiática feita do ocorrido é fetichista, manipuladora. Estou - eu, branca, magra, loira, de cabelo liso, jovem - exposta em muito mais sites do que as senhoras que faziam o mesmo, logo atrás, bem mais transgressoras ao meu ver (e que lindo!). Mas não podia deixar de lado o meu grito, por mais que ele chegue de forma equivocada em certos ouvidos.
Quero agradecer o apoio de quem compreendeu o gesto, as mulheres e homens que participaram do Toplessaço e a enorme força da Maria e dos meninos que estavam comigo. Entendo a discordância de alguns e acredito que é através do debate (e não do ataque intolerante) que se dá a construção do mundo que eu quero ver.
E que venham mais chances de mostrar que temos direito a nós mesmxs!
Muito mais curiosos e fotógrafos do que manifestantes, a minha super exposição, a explicação que vou ter de repetir inúmeras vezes, a reprovação de muitos, dentre outros pontos desagradáveis, ainda me incomodam...
É óbvio que há ressalvas a serem feitas sobre o evento, mas como a Maria disse, não critico mulher alguma que tenha ficado com seu sutiã. Eu decidi tirá-lo, mas compreendo quem não pudesse - pela repercussão - ou se sentisse acuada.
Confesso que ao perceber o clima de circo - no pior sentido de espetáculo mesmo - que havia tomado a praia, hesitei. Porém, ao ver que algumas poucas mulheres levavam a causa adiante, me senti quase na obrigação de fazer o mesmo. Era uma questão de honra, mais do que de coragem. O meu peito não é obsceno, tenho de dizer. Esteja ele exposto em conjunto com outros tantos ou apenas com as poucas que tiveram fibra pra se despir.
Em um primeiro momento, me senti violentada. Não acho razoável andar com uma horda de mais de 100 pessoas ao meu redor, ávidas por qualquer registro de uma imagem minha. Não sou famosa, não fiz isso na tentativa de chamar a atenção por um motivo banal. E é aí que eu talvez tenha feito algo válido.
Sei que a apropriação midiática feita do ocorrido é fetichista, manipuladora. Estou - eu, branca, magra, loira, de cabelo liso, jovem - exposta em muito mais sites do que as senhoras que faziam o mesmo, logo atrás, bem mais transgressoras ao meu ver (e que lindo!). Mas não podia deixar de lado o meu grito, por mais que ele chegue de forma equivocada em certos ouvidos.
Quero agradecer o apoio de quem compreendeu o gesto, as mulheres e homens que participaram do Toplessaço e a enorme força da Maria e dos meninos que estavam comigo. Entendo a discordância de alguns e acredito que é através do debate (e não do ataque intolerante) que se dá a construção do mundo que eu quero ver.
E que venham mais chances de mostrar que temos direito a nós mesmxs!
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